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terça-feira, 30 de abril de 2013

Por que o Japão se chama Japão?

Porque o Japão se chama Japão

História e Origem do nome JapãoVocê já parou para se perguntar porque o Japão se chama Japão? Existem várias teorias à respeito e uma delas é que esse nome surgiu através da palavra chinesa chamada “Chipangu” ou “Ji-pangu”, que significa “local onde o sol nasce” ou em outras palavras “Terra do Sol Nascente”. O termo teria surgido por causa de uma descrição feita por Marco Polo, um mercador italiano no século 13.
 “Chipangu” … “Ji-pangu”… “Jepang”… “Japão” ♥

Para se adequar a linguagem japonesa, o nome sofreu algumas variações, sendo que “Nippon” (にっぽん), se tornou o nome oficial, embora as palavras “Nihon” (にほん) e “Japan” (forma romanizada) sejam também comumente usados como termos mais casuais. O kanji de Nippon 日本 pode ser atribuída a um significado pictórico que acabou sendo utilizado como forma oficial de escrever Japão em kanji.

Por que o Japão é a Terra do Sol Nascente?

Se baseando que a origem do nome significa “Terra do Sol Nascente”, a primeira sílaba “Ni”, representa o sol. Já a segunda sílaba representa uma árvore (se prestar atenção, vai perceber que o kanji de árvore 木 é muito parecido com o kanji 本). Acredita-se que o kanji 日本 representa o sol surgindo por entre as árvores.
I LoveJapan

Naquela época, o Japão e outros países da Ásia haviam sido dominadas pela China, e portanto esse é o motivo dos nomes e a cultura desses países terem tanta influência chinesa. Mas por que o Japão é chamado de “Terra do Sol Nascente”? Tudo indica que seja devido à sua posição geográfica em relação à China. Como o Japão se situa mais à leste do que a China, o sol consequentemente nasce primeiro no arquipélago japonês.
Antes do Japão ter relações com a China e passar a ser chamado de Nippon, o país teve diversos outros nomes, sendo que os mais populares foram Ōyashima, Wa, Yamato, Yamatai, Hinomoto, Fusou, etc.

Como o Japão ficou conhecido no resto do mundo

Acredita-se que os comerciantes portugueses foram os primeiros a levar a palavra “Japão” para a Europa. Marco Polo também ajudou com o seu livro intitulado como “Il Milione” (As viagens de Marco Polo), onde ele descreve suas experiências após sua longa viagem pela Ásia, Pérsia, China e Indonésia, entre 1276 e 1291.
Seu livro foi traduzido em muitas línguas e assim se tornou “Japan”, em Inglês, holandês, alemão e sueco (embora as pronúncias sejam diferentes em cada país), “Japon” em francês, “Japón” em espanhol, “Japão” em português, “Giappone” em italiano, etc. Legal conhecer sobre a origem do nome Japão né? :D :P :)

 “Chipangu” … “Ji-pangu”… “Jepang”… “Japão” ♥
Por que o Japão é a Terra do Sol Nascente?
I LoveJapan


Naquela época, o Japão e outros países da Ásia haviam sido dominadas pela China, e portanto esse é o motivo dos nomes e a cultura desses países terem tanta influência chinesa. Mas por que o Japão é chamado de “Terra do Sol Nascente”? Tudo indica que seja devido à sua posição geográfica em relação à China. Como o Japão se situa mais à leste do que a China, o sol consequentemente nasce primeiro no arquipélago japonês.
Como o Japão ficou conhecido no resto do mundo


Para se adequar a linguagem japonesa, o nome sofreu algumas variações, sendo que “Nippon” (にっぽん), se tornou o nome oficial, embora as palavras “Nihon” (にほん) e “Japan” (forma romanizada) sejam também comumente usados como termos mais casuais. O kanji de Nippon 日本 pode ser atribuída a um significado pictórico que acabou sendo utilizado como forma oficial de escrever Japão em kanji.
Se baseando que a origem do nome significa “Terra do Sol Nascente”, a primeira sílaba “Ni”, representa o sol. Já a segunda sílaba representa uma árvore (se prestar atenção, vai perceber que o kanji de árvore 木 é muito parecido com o kanji 本). Acredita-se que o kanji 日本 representa o sol surgindo por entre as árvores.
Antes do Japão ter relações com a China e passar a ser chamado de Nippon, o país teve diversos outros nomes, sendo que os mais populares foram Ōyashima, Wa, Yamato, Yamatai, Hinomoto, Fusou, etc.
Acredita-se que os comerciantes portugueses foram os primeiros a levar a palavra “Japão” para a Europa. Marco Polo também ajudou com o seu livro intitulado como “Il Milione” (As viagens de Marco Polo), onde ele descreve suas experiências após sua longa viagem pela Ásia, Pérsia, China e Indonésia, entre 1276 e 1291.
Seu livro foi traduzido em muitas línguas e assim se tornou “Japan”, em Inglês, holandês, alemão e sueco (embora as pronúncias sejam diferentes em cada país), “Japon” em francês, “Japón” em espanhol, “Japão” em português, “Giappone” em italiano, etc. Legal conhecer sobre a origem do nome Japão né? :D :P :)

Japão e seus muito nomes

O Japão teve muitos nomes durante sua história até se tornar o Nippon, Nihon ou o Japão que conhecemos hoje. Todos os nomes, oficiais ou não, foram influenciados pela China, onde aparecem em textos históricos e documentos muito antigos. Conheça alguns dos nomes mais importantes que o Japão já teve:

 Ōyashima (大八洲)

Significa o Grande país das oito ilhas: Awaji, Iyo (atual Shikoku), Oki, Tsukushi (atual Kyūshū), Iki, Tsushima, Sado, e Yamato (atual Honshu), observe que Hokkaidō, Chishima (Ilhas Curilas) e Okinawa não faziam parte do Japão nos tempos antigos.
As oito ilhas referem-se à criação das oito principais ilhas do Japão pelos deuses Izanagi e Izanami na mitologia japonesa e o número oito acabou se tornando um sinônimo para a palavra “muitos”.

 Akitsushima (秋津岛) ou Toyo-akitsushima (豊秋津岛)

Toyo significa “abundante”; akitsu significa “libélula”. Portanto “Akitsushima” significa “Ilha das libélulas”.

 Mizuho (瑞穂)

Se referindo às costas japonesas repletas de plantações de arroz.

 Toyoashihara no Mizuho no Kuni (豊葦原の瑞穂の国)

E também outros nomes como Ashihara no Nakatsukuni, que significa Terra Central dos Planos Externos (苇原中国), Yashima (八岛) e Shikishima (敷岛).

 Wa (倭)

Um antigo livro de história chinesa da dinastia Tang chama o Japão de Wa (倭).
O termo significa obediente, dócil, submisso, manso, etc. Embora não fosse um significado ruim, os antigos japoneses, odiavam esse nome porque foneticamente, o som se assemelhava a um termo que significava “anão”, “pessoa baixa”.

 Wa (和)

Como os japoneses são aceitaram bem este kanji e mais tarde ele foi substituído por 和, cuja pronúncia também é “wa”, porém o significado é paz e harmonia.

 Yamato (大和)

Yamato foi uma antiga província do Japão, localizada em Kinai, correspondendo à atual província de Nara em Honshū. Esse nome passou a denominar o Japão Antigo até o século 8. O kanji foi emprestado da segunda versão de Wa (和). Já o Yama é representado pelo kanji (大), que significa Grande, diferente do kanji (山), que embora também se leia Yama, tem outro significado que é “montanha”.
Há também quem se refira a Yamato como “Portal da Montanha”. Yamato também é o nome de um navio de guerra construído pelo Japão no final da década de 1930, pouco antes da Segunda Guerra Mundial.

 Yamatai (邪马台)

Os japoneses na verdade nunca usaram esse termo. Esse termo foi visto em um documento chinês relativo a uma expedição ao Japão. Provavelmente os chineses queriam se referir a palavra japonesa Yamato, mas houve um pequeno equívoco.

 Nihon ou Nippon (日本)

Os kanjis juntos significam “sol” e “origem”. Esse termo apareceu pela primeira vez durante a dinastia Tang, no final do século 7. Em 605, o príncipe Shotoku, regente do Japão na época juntamente com a Imperatriz Suiko, enviaram uma missão à China com uma carta na qual ele mesmo denominou o Japão como a “Terra em que o Sol nasce”. Acredita-se que após esse episódio, a palavra Nippon tenha se oficializado.

 Hi no moto (日の本)

Este é um kun’yomi (leitura japonesa nativa) de Nippon / Nihon.

 Fusō (扶桑)

Fusō ou Fusou era um nome chinês dado ao Japão, cujo significado é “hibisco”, uma planta encontrada amplamente em uma ilha no Pacífico, onde supostamente o sol nascia. O nome “fusou” apareceu pela primeira vez em um livro histórico chinês durante a dinastia Sou, em 960 dC, chamado Fusou Ryakuki.
Império do Sol Terra do Sol Nascente

Isso nos leva a crer que o nome “Nippon” ou “Nihon” é relativamente recente e que Fusou surgiu depois de Nihon. Provavelmente Fusou foi usado como um nome poético para Nippon, Nihon ou Japão. Na verdade, o nome oficial em japonês atualmente é Nippon koku ou Nihon koku (日本国), literalmente “País do Japão”.
A partir da Restauração Meiji até o fim da Segunda Guerra Mundial, o nome completo do Japão foi Dai Nippon Teikoku (大日本帝国), que significa “Grande Império Japonês”, mas muitos chamam por uma tradução mais poética: “Império do Sol”. Enfim, é isso aí pessoal! Espero que tenham gostado de saber mais curiosidades à respeito da origem e história do nome Japão, Nippon ou Nihon. :D :P :)


quinta-feira, 11 de abril de 2013


Massagem facial para afinar o rosto

A professora Tanaka(64 anos!) é especialista em massagem facial, já publicou inúmeros livros à respeito e também é muito requisitada para demonstrar essas técnicas em programas de TV. Fiquei feliz em encontrar o vídeo na internet e agora poder compartilhar com vocês. O vídeo não está dublado, mas vai dar para acompanhar vendo os movimentos dos dedos. A professora nos orienta a usar bastante creme facial e fazer uma certa pressão com os dedos em cada movimento, só tomando cuidado na área dos olhos, onde deve ser feita mais delicadamente. Fazer 3 movimentos para cada área apresentada.
Essa massagem é uma drenagem linfática, no vídeo você vai reparar que após cada movimento, ela desliza as mãos na área do pescoço até as clavículas, isso acontece porque as glândulas linfáticas se encontram nesses pontos, portanto é muito importante que você realize esses movimentos também, só assim estará eliminando as toxinas acumuladas em seu rosto. Essa massagem é bastante prática, faça diariamente, em frente ao espelho. Com o tempo sentirá seu rosto mais fino, bonito, firme, sem inchaço e com as rugas e linhas de expressão menos aparentes. Comprove e depois me diga o que achou. Vale para os homens também ok?
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=zSFJUCtbJu0

Lembrete: Se você possui algum problema na pele, como espinhas e acnes, procure orientação de um médico dermatologista antes de iniciar a massagem ok?
 Dedique alguns minutos de seu tempo para essa massagem, com certeza, você irá adorar os resultados.

sábado, 6 de abril de 2013

Junjou Romantica 3ªTemporada


Bom, para agradar a alguns  noticia pra vcs!
A edição de maio da revista de Kadokawa "Asuka Ciel"  anunciou na sexta-feira que Junjou Romantica (manga de Shungiku Nakamura) terá novamente uma adaptação para anime A revista de Kadokawa,  "Ciel  Trés Trés"  havia anunciado no mês passado que um novo anime de Nakamura estaria a ser produzido.
Nakamura viu vários mangas seus se tornarem anime, para além de Junjou Romantica, exitiu Junjou Mistake (um OVA) e duas temporada de Sekai-Ichi Hatsukoi, que por enquanto existem rumores não confirmados a 100% que também terá 3ª temporada esse ano. 
http://sakuraimages.com/images/88113900374822646809.png

Lenda da Barbie Fada


Em agosto de 2004, foi lançada a Barbie fada com três modelos e cores diferentes; rosa, lilás e azul. O tom da pele da boneca combina com o corpete, todo feito em glitter, com a saia em tule e as belas asas.
Com o llançamento dessa boneca, logo começaram a aparecer lendas urbanas relativas a ela. Exemplos: 
Uma senhora comprou uma Barbie Fada como presente de aniversário para sua filha. Na mesma noite, ela sonhou que a boneca estava voando no quarto da garota. Então, ela acordou no meio da noite, abriu o quarto da menina e viu a Barbie Fada voando. A mulher desmaiou, e ao recobrar os sentidos, nunca pôde discernir se o que aconteceu foi sonho ou realidade.
Noutro caso, uma senhora foi passar uns tempos na casa de sua neta, que estava doente. Certa noite, ela estava dormindo ao lado da menina, quando sentiu um bater de asas no quarto. Pensou que fosse uma mariposa e adormeceu outra vez. Mas, como o barulho continuou mais forte, a senhora acendeu a luz e viu a boneca Barbie voando. Então ela voltou para o seu lugar, antes que a senhora gritasse.
Alguns místicos dizem que ter uma boneca em forma de fada no quarto traz bons fluidos e proteção.
E você, leitor, acredita em fadas?

Okiku, A Boneca Viva

Bom tem gente q tem medo de bonecas(os),e  então quem tiver acho q vai adorar essa lenda rsrs(zuera)+ é bem interessante .....
A imagem abaixo é a boneca q fica no templo de Hokkaido...sinistro!

                                             

Kikuko tinha três aninhos de idade, quando adoeceu gravemente. Era agosto de 1932. Seu irmão visitava a cidade de Sapporo, Hokkaido (Ilha ao norte do Japão) quando viu
uma boneca e comprou-a para Kikuko. A pequenina adorou a boneca e não mais
separou-se dela, nem por um momento. Porém, a doença agravou-se e em janeiro de
1933, Kikuko faleceu. É costume no Japão, no dia da cremação do corpo, colocar
os objetos que a pessoa mais gostava dentro do caixão para ser cremado junto com
o corpo. Só que, a familia no auge da dor da separação, esqueceu-se de colocar a
boneca junto da menina. Após a cremação, a boneca que recebeu o nome de OKIKU,
foi colocada no oratório, ao lado das cinzas da criança, onde a família fazia as
orações. Com o passar do tempo começaram a perceber que o cabelo da boneca
parecia crescer.
Na década de 40 veio a guerra e a família teve de fugir para o interior, deixando a
boneca com os sacerdotes do templo juntamente com as cinzas de Kikuko. Com o fim
da guerra, a família voltou para a cidade, procuraram pelos seus pertences no
templo, onde perceberam com espanto que os cabelos da boneca não pararam de
crescer! A pedido do irmão da menina, a boneca continuou no templo. A imprensa,
mostrou o fenômeno, o que chamou a atenção de pesquisadores, para que fosse dada uma explicação científica para o caso, o que não aconteceu até hoje. A imagem
acima é da boneca verdadeira.
O templo que fica em Hokkaido é visitado por turistas e curiosos que querem ver a
fantástica transformação da boneca. Há controvérsias, mas dizem que as
transformações são visíveis: O cabelo antes nos ombros, agora chega à cintura.
Os lábios antes cerrados, estão entreabertos e úmidos,e seus olhos parecem olhar
para as pessoas com expressões de quem tem vida.
Os japoneses levam muito a sério a vida após a morte e para eles que reverenciam
deuses e objetos, tudo é dotado de espírito e precisa ser queimado quando não é
mais usado, em sinal de agradecimento e para que descansem em paz após serviços
prestado.

Teke Teke

                       Teke Teke


            


Teke Teke é uma lenda muito conhecida e temida do Japão. A lenda fala de uma menina que foi cortada ao meio ao cair nos trilhos de um trem. Como ela ficou durante muito tempo nos trilhos agonizando em seu sofrimento, Teke-Teke, se tornou um "espirito vingativo" que perambula pelo Japão. Este espírito é conhecido por carregar uma foice e de vir se arrastando pelo chão, batendo seus cotovelos no solo, fazendo os ruídos “teke,teke,teke”, daí deu-se o seu nome.
Conta-se no Japão que certa vez um menino estava saindo da escola a noite, quando ouviu um estranho barulho atrás dele. Quando se virou viu uma linda menina na janela, ela apoiou os braços no parapeito enquanto olhava para ele. O menino perguntou para a menina o que ela fazia naquele local, já que ali era uma escola para meninos, neste momento a menina pulou da janela e caiu no chão, o menino ficou apavorado ao ver que ela não tinha a parte inferior do corpo. Foi então que a menina começou a fazer o som teke-teke enquanto se arrastava em direção a ele, que de tão apavorado não conseguia se mexer. A menina então, com sua foice partiu o garoto ao meio, imitando sua própria desfiguração. A lenda já inspirou dois filmes, “Teke Teke”
e “Teke Teke 2", em 2009.

A Mulher do Cruzamento

                                  A Mulher do  Cruzamento

                      

A mulher do cruzamento é (ou foi) uma moça que foi atropelada por um carro. Toda vez em que o motorista for
uma pessoa que não ligue por ultrapassar os semáforos ou andar desnecessariamente em alta velocidade, ela aparece subtamente em sua frente pedindo “socorro” (tasukete!). Isso sempre acaba resultando em um terrível
acidente de carro. Lenda ou não, no Japão, morre mais pessoas no trânsito do que em qualquer outro homicídio.

A Garota do Banheiro

                   A Garota do Banheiro

                                
Quem aqui já ouviu falar da loira do banheiro? Provavelmente esta é uma versão americanizada da verdadeira
lenda que surgiu no Japão. 


Hanako é nome de uma garotinha que foi brincar de pique-esconde com os amigos, e se escondeu na porta dos
fundos do banheiro do terceiro andar. Depois, ela foi encontrada morta neste mesmo local (nenhuma versão da lenda conta como ela morreu, mas se sabe que ela era uma garota quieta que sempre era "maltratada" por seus
colegas).

Após algum tempo, começou a rolar boatos de que a alma da menina estivesse ainda lá. E se tem duas coisas
que NÃO se deve fazer para não chamar a atenção da Hanako é: 1) ir pro banheiro do terceiro andar; 2) bater na porta três vezes e falar “Hanako você está aí? Se repetido isso três vezes, e você escutar uma voz falando “sim!” (Hai), amigo, provavelmente você verá Hanako. Ela irá te sugar para dentro do banheiro. Apesar disso ter acontecido em um só colégio, essa lenda se espalhou por todos os colégios do país e do mundo, e se tornou uma das lendas urbanas mais famosas.

A Virgem do Poço

A Virgem do  Poço


Havia no Japão Feudal do século XVII uma bela jovem de nome Okiko. Essa jovem era serva de um Grande Senhor de Terras e Exércitos, seu nome era Oyama Tessan. Okiko que era de uma família humilde, sofria assédios diários de seu Mestre, mas sempre conseguia se manter longe de
seus braços.


Cansado de tantas recusas, Tessan arquitetou um plano sórdido para que Okiko se
entregasse à ele. Certo dia, Tessan entregou aos cuidados de Okiko uma sacola
com 9 moedas de ouro holandesas -mas dizendo que havia 10 moedas- para que as
guardasse por um tempo. Passado alguns dias, Tessan pediu que a jovem devolvesse
as "10" moedas. 


A donzela, ao constatar que só havia 9 moedas, ficou desesperada e contou as moedas várias vezes para ver se
não havia algum engano. Tessan se mostrou furioso com o "sumiço" de uma de suas moedas, mas disse que se ela o aceitasse como marido, o erro seria esquecido.
Okiko pensou a respeito e decidiu que seria melhor morrer do que casar com seu Mestre. Tessan furioso com tal repúdio, agarrou a jovem e a jogou no poço de sua propriedade. Okiko morreu na hora.

Depois do ocorrido, todas as noites, o espectro de Okiko aparecia no poço com ar de tristeza, pegava a sacola de moedas e as contava... quando chegava até a nona moeda, o espectro suspirava e desaparecia. Tessan assistia aquela melancólica cena todas as noites, e torturado pelo remorso, pediu ajuda à um amigo para dar um fim àquela maldição.

Na noite seguinte, escondido entre os arbustos perto do poço, o amigo de Tessan esperou a jovem aparecer para dar fim ao sofrimento de sua alma. Quando o fantasma contou as moedas até o 9, o rapaz escondido gritou: ...10!!! O fantasma deu um suspiro de alívio e nunca mais apareceu. 

Patrimônios da Unesco no Japão


Patrimônios Mundiais da Unesco no Japão

Patrimônios Culturais e Naturais pela Unesco no Japão
Patrimônios Mundiais Culturais e Naturais no Japão
Apesar dos seus grandes avanços tecnológicos, o Japão valoriza muito sua cultura, sua história e suas tradições milenares, a maioria delas com um grande significado histórico ou religioso e que curiosamente são praticadas até hoje. É importante para essa nação que esses velhos costumes sejam ainda lembrados no futuro.

Até porque, muitos turistas vão ao Japão, em busca de lugares que possuem uma grande herança cultural, histórica ou espiritual, para que possam experimentar a sensação de estar presente em um cenário tipicamente japonês. Melhor ainda se pudermos sentir esse prazer, sem a necessidade de desembolsar muito dinheiro.
E no Japão, há muitos lugares assim, em que podemos ter essa experiência sem gastar muito. Além das belas paisagens naturais, outros passeios interessantes são as visitas a santuários, templos, jardins, parques e castelos, que nos oferecem uma visão fantástica da história do Japão, além de nos dar a sensação de voltar no tempo e perceber o quanto a sociedade japonesa se desenvolveu ao longos dos séculos.

16 Patrimônios Mundiais Culturais e Naturais

Patrimônios Mundiais pela Unesco no Japão
Baseados em sua história milenar, cultura tradicional e paisagens naturais, foram escolhidos até o momento, 16 locais como Patrimônio Mundial. Doze deles foram designados como Patrimônios Culturais e quatro se tornaram Patrimônios Naturais por causa das paisagens belas e inspiradoras. Com certeza, são belos lugares para incluir no seu roteiro de viagem ao arquipélago japonês.

Os 12 Patrimônios Culturais da Unesco são:

 Monumentos budistas na área de Horyu-ji, Província de Nara (1993)
Monumentos budistas na área de Horyu-ji
Horyu-ji fica localizado na cidade de Ikaruga, Província de Nara e se caracteriza por algumas das construções de madeira mais antigas do mundo, construídas entre os anos de 680 a 710. São quatro construções antigas cercadas por construções auxiliares, tais como quartos dos sacerdotes, refeitórios, portões, etc.
Visitar esse lugar dá a sensação de que se voltou no tempo, pois ele conserva as mesmas características de que tinha no passado. Os Monumentos designados pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural são o Horyu-ji e Hokki-ji.
 Himeji-jo (Castelo de Himeji), Província de Hyogo (1993)
Castelo Himeji Patrimônio Cultural da Unesco
Castelo de Himeji está entre os 5 castelos mais visitados no Japão. Construído em madeira no início do século 17, Himeji-jo é um grande exemplo da arquitetura antiga feudal japonesa, pois preserva todas as suas características originais do feudalismo que prevaleceu no Japão até a restauração Meiji, em 1868.
 Monumentos Históricos da Antiga Kyoto (Cidades de Kyoto, Uji e Otsu), Província de Shiga (1994)
Kinkaku-ji Kyoto Patrimônio Cultural Unesco Japão
Os Monumentos Históricos da Antiga Kyoto abrange 17 sítios localizados em três cidades do Japão (Kyoto, Uji e Otsu), como jardins, pavilhões e um castelo. Monumentos designados pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural:
Kamigamo Jinja, Shimogamo Jinja, To-ji, Kiyomizu-dera, Enryaku-ji, Daigo-ji, Ninna-ji, Byodo-in, Ujigami Jinja, Kozan-ji, Saiho-ji, Tenryu-ji, Kinkaku-ji, Ginkaku -ji, Ryoan-ji, Nishi Hongan-ji, Nijo-jo.
Construído em 794 dC, Kyoto era a capital imperial do Japão até meados do século 19. É considerada o centro da cultura milenar japonesa, onde podemos notar o desenvolvimento da arquitetura japonesa. É também conhecida por seus belos jardins zen, que acabaram influenciando o paisagismo no mundo todo.
 Aldeias Históricas de Shirakawa-go e Gokayama, Províncias de Gifu e Toyama (1995)
Shirakawa go Gifu
As três vilas montanhosas de Ogimachi, Ainokura e Suganuma da região de Shirakawa-go/Gokayama contém muitas casas de campo construídas usando o estilo gassho-zukuri. Os telhados íngremes cobertos de palha dessas casas precisavam resistir a neves fortes que isolavam as vilas mais remotas durante o inverno.
As casas tinham mais andares para que pudessem ser usados para o cultivo de bichos-da-seda. Seus íngremes telhados de palha são os únicos exemplos de seu tipo no Japão. Essas aldeias localizadas em Gifu e Toyama são excelentes exemplos de um estilo de vida tradicional que ainda sobrevive em meio aos tempos modernos.
 Memorial da Paz de Hiroshima (Genbaku Dome), Província de Hiroshima (1996)
Hiroshima Memorial da Bomba Atômica
Genbaku Dome é a única estrutura que ficou de pé na área onde caiu a primeira bomba atômica do mundo no dia 6 de agosto de 1945. O edifício foi originalmente construído em 1915 para ser o Centro de Promoção Industrial de Hiroshima, mas acabou se transformando em um memorial que nos lembra um dia trágico.
Com a explosão da bomba, mais de 70 mil pessoas tiveram uma morte trágica e instantânea, além de outras 70 mil que acabaram morrendo posteriormente por causa das sequelas da radiação. Além de ser um símbolo gritante da força mais destrutiva criada pela humanidade, também simboliza a esperança da Paz Mundial e a eliminação completa e definitiva de todas as armas nucleares.
 Santuário de Itsukushima, Província de Hiroshima (1996)
Santuário de  Itsukushima Patrimônio Cultural da Unesco
A ilha de Itsukushima é frequentemente reconhecida por imagens do Torii vermelho e os belos santuários xintoístas que parecem flutuar sobre a água na maré alta, cercados por um belo cenário natural em Hatsukaichi, Hiroshima.
É considerado um lugar sagrado, construído a partir do século 6. Entre as principais construções está o Santuário Principal (Honsha) e demais construções dispostos harmoniosamente dentro de um conceito de design único. As demais construções foram sendo levantadas durante um longo período na história.
 Monumentos Históricos de Nara, Província de Nara (1998)
Monumentos Históricos da antiga Nara Patrimônio Cultural da unesco
Os Monumentos Históricos da Antiga Nara engloba oito lugares na antiga capital Nara, província de Nara. As propriedades incluem 26 edifícios designados pelo governo japonês como Tesouros Nacionais, bem como 53 designados como importantes propriedades culturais. Entre eles estão incluídos:
Todai-ji, Kofuku-ji, Kasuga Taisha, Gango-ji, Templo de Yakushi-ji, Toshodai-ji, Heijō Palácio, Floresta primitiva de Kasugayama. Esses Monumentos históricos e culturais da cidade oferecem um retrato fiel da vida na capital japonesa, no século 8, um período de mudança política e cultural profunda.
 Santuários e templos de Nikko, Província de Tochigi (1999)
Templos e Santuários em Nikko Patrimônio Cultural da Unesco
Os Santuários e templos de Nikko abrange 103 construções, conhecidas por seu design arquitetônico, estreitamente associado à história dos shoguns Tokugawa, porém apenas três deles se tornaram Monumentos Culturais: Futarasan Jinja, Rinno-ji, Nikkō Tōshō-gū. A integração harmoniosa da arquitetura em conjunto com a beleza natural da região, incluindo montanhas, lagos e cachoeiras fazem de Nikko um lugar indescritível, que realmente vale a pena conhecer.
 Sítios Gusuku e propriedades relacionadas ao reino de Ryukyu, Província de Okinawa (2000)
Ruínas do Reino de Ryukyu em Okinawa
A Unesco designou nove locais como Monumentos Culturais, incluindo dois bosques (Seifa-Utaki e Sonohyan-Utaki Ishimon), o Mausoléu Tamaudun, um jardim (Shikinaen Garden) e cinco castelos Gusuku, a maioria dos quais são ruínas (Castelos Nakijin, Zakimi, Katsuren, Nakagusuku e Castelo de Shuri).
As ruínas dos castelos são evidências da estrutura social e exemplos da representação cultural, religiosa e econômico do Reino de Ryukyu, que teve grande influência japonesa e chinesa, que reinou por 500 anos (século 12 a 17).
 Rotas sagradas de peregrinação na Cordilheira Kii (Províncias de Wakayama/Mie/Nara) (2004)
Rotas sagradas de peregrinação na Cordilheira Kii
Os sítios e rotas desse Patrimônio Cultural tiveram uma importância histórica e moderna em relação às peregrinações religiosas. A área, com sua abundância de córregos, rios e cachoeiras, ainda faz parte da cultura viva do Japão e é muito visitada para fins religiosos ou caminhadas, com até 15 milhões de visitantes anuais.
Monumentos que fazem parte desse Patrimônio: Seiganto-ji, Kumano Hayatama Taisha, Kongobu-ji, Niukanshōfu Jinja, Kumano Hongu Taisha, Niutsuhime Jinja, Monte Yoshino, Ōminesan-ji, Koyasan chōishi-michi, Jison-in, Yoshino Mikumari Jinja, Kinbu Jinja, Kimpusen-ji, Yoshimizu Jinja, Kumano Nachi Taisha, Cachoeira de Nachi, Floresta Nachi, Fudarakusan-ji, Kumano Kodo.
 Iwami Ginzan Mina de prata e sua Paisagem Cultural, Província de Shimane (2007)
Iwami Ginzan Mina de prata e sua Paisagem Cultural
A Mina de Prata Iwami Ginzan foi construída em 1526 por Kamiya Jutei, um comerciante japonês. Era produzido cerca de 38 toneladas de prata por ano no início do século 17, que correspondia a um terço da produção mundial. O sítio também apresenta rotas usadas para o transporte de minério de prata para o litoral e as cidades portuárias para onde a prata era enviado para a Coréia e China.
As minas de prata de Oda, província de Shimane contribuiram substancialmente para o desenvolvimento econômico do Japão e sudeste da Ásia, devido a grande produção de prata e ouro no Japão, durante os séculos 16 e 17.
 Hiraizumi – Templos, Jardins e Sítios arqueológicos que representam a Terra Pura budista, Província de Iwate (2011)
Templo Chusonji Hiraizumi
Hiraizumi se caracteriza por um conjunto de templos e ruínas deixadas pela família do guerreiro Fujiwara que governou região Tohoku durante os séculos 11 e 12. O monumento mais famoso é o Hiraizumi Chusonji, um templo budista estabelecido no ano de 850 com um impressionante Salão Dourado. Outros monumentos incluem os templos Motsu-ji, Kanjizaiō-in, Muryōkō-in, Kinkeizan.

Os 4 Patrimônios Naturais da Unesco são:

Ilha de Yakushima, Província de Kagoshima (1993)
Ilha de Yakushima, Província de Kagoshima
A designação do Patrimônio Mundial Natural abrange mais de um quinto da ilha de Yakushima. A ilha possui áreas costeiras subtropicais, além de possuir as montanhas mais altas da região de Kyushu. Reza uma lenda de que nesta ilha chove 35 dias por mês e que também ocorrem as precipitações mais fortes do Japão.
Yakushima apresenta uma flora rica, com cerca de 1.900 espécies e subespécies, incluindo as amostras milenares do sugi (cedro japonês). Estima-se que uma dessas árvores, conhecida como Sugi Jomon, tenha mais de 7 mil anos de idade. Esta floresta também inspirou o anime Princesa Mononoke, de Hayao Miyazaki.
 Shirakami-Sanchi, Província de Akita / Aomori (2003)
Shirakami-Sanchi Província de Akita e Aomori
Localizado no norte do Japão, esta região montanhosa é uma área protegida, aberto apenas para escaladores de montanha. É necessário pedir permissão para a Gestão Florestal para entrar na área. Lá se encontra a última floresta virgem do Japão, onde vivem ursos pretos, serow e cerca de 87 espécies de aves.
 Shiretoko, Província de Hokkaido (2005)
Shiretoko Hokkaido Patrimônio Natural da Unesco
A origem da palavra “Shiretoko” vem do dialeto Ainu “Sir Etok”, que significa “fim da Terra”. É uma das regiões mais remotas em todo o Japão, grande parte da península é acessível apenas a pé ou de barco. O Parque Nacional Shiretoko é um habitat importante para diversas espécies ameaçadas de plantas e animais.
A Península de Shiretoko está localizada na ponta nordeste da ilha de Hokkaido. Coberta por uma densa floresta conífera e um alcance vulcânico massivo, ela é uma das regiões mais remotas e selvagens do Japão e um exemplo excelente de interação dos ecossistemas marítimo e terrestre. O Monumento inclui do centro até a ponta da península, além da área marinha circundante.
 Ilhas Ogasawara, Tóquio (2011)
Ilhas Ogasawara, Tóquio Patrimônio Natural da Unesco

O Patrimônio abrange mais de 30 ilhas que oferecem uma riqueza de flora e de fauna, incluindo centenas de animais e aves em perigo 
de extinção e inúmeras espécies de peixes, cetáceos e corais. As ilhas são paradisíacas e desabitadas em sua maioria e estão localizadas a cerca de 1.000 quilômetros ao sul do arquipélago japonês.
Mais informações a respeito dos Patrimônios Culturais e Naturais no Japão ou de outros países consulte o site da Unesco


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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Os mistérios da Floresta de Aokigahara


Os mistérios da Floresta de Aokigahara


Floresta Jukai Aokigahara
Aokigahara, a floresta de suicídios
Aokigahara (青木ヶ原) é uma floresta de cerca de 35 km² situada na base do Monte Fuji. É também chamada de Jukai (树海) que significa “Mar de Árvores” e também de “Floresta de Suicídios“, por ser um dos locais mais populares procurados por suicidas no Japão e o 2° lugar do mundo onde se cometem mais suicídios, perdendo somente para a Ponte Golden Gate, São Francisco, EUA.

Estima-se que ocorra entre 70 a 100 suicídios por ano na Floresta Aokigahara. Por causa desse fato perturbador, a floresta ainda é tida como “assombrada” e possui muitas lendas sobre fantasmas, que seriam os espíritos dos suicidas que vagueiam no local, além de monstros e demônios da mitologia japonesa que vivem na floresta.
Floresta de Aokigahara
Também dizem que as rochas da montanha contêm grandes depósitos de ferro que provocam erros nas bússolas, fazendo com seja extremamente fácil as pessoas perderem-se no meio da floresta. Contudo, estas lendas são falsas, pois o campo magnético gerado pelo ferro é demasiado fraco para ter um efeito significativo.
Além disso, as forças militares do Japão e dos Estados Unidos fazem exercícios de treino regularmente na floresta, durante os quais o GPS, as bússolas e os outros aparelhos eletrônicos de orientação funcionam perfeitamente.
Floresta de Aokigahara

Porque Aokigahara se tornou point dos suicidas?

Devido à grande quantidade de árvores que bloqueiam a claridade e uma ausência de vida selvagem, a floresta é assustadoramente sombria e silenciosa. Talvez por isso que seja considerada por muitos como o “o lugar perfeito para morrer”, o que deixa a floresta mais aterrorizante do que já é. Curiosamente, embora pareça ser um daqueles lugares que poucos desejam visitar, a floresta cheia de lendas e mistérios tem atraído muitos curiosos até lá.
Segundo contam, o local ganhou uma grande popularidade por causa de um romance da escritora Seicho Matsumoto, publicado em 1960, chamado Kuroi Jukai (Mar Negro de Árvores, numa tradução livre). A história bem ao estilo Romeu e Julieta, termina com o casal de namorados se suicidando naquela floresta.
Embora tenha ocorrido um aumento de suicídios após o romance ser publicado, há evidências claras de que muitos antes disso, a floresta já era associada com a morte. O Ubasute (姥捨て) por exemplo, consistia em matar ou deixar idosos na floresta para que morressem de fome, ato que foi muito praticado no século 19.
A Floresta possui tantos corpos que a Yakuza paga desabrigados para que entrem na floresta e roubem os cadáveres. Como a floresta é muito densa, dificulta a polícia e autoridades na procura de corpos. Medidas preventivas vem sendo tomadas afim de reduzir o número de mortes e assim perder o título nada agradável.
Floresta de Aokigahara

Medidas preventivas Anti-suicídio no Japão

Desde 1950, o local registra todos os anos ao menos 30 suicídios. Em 2002, 78 corpos foram encontrados, substituindo o recorde anterior de 73 em 1998. Em 2003, a taxa subiu para 100, porém nos últimos anos o governo local parou de divulgar os números, com o objetivo de desvincular a floresta com o termo suicídio.
Em 2004, 108 pessoas se mataram na floresta. Em 2010, 247 pessoas tentaram o suicídio na floresta, 54 das quais foram bem sucedidos. Em 1970, a alta taxa de suicídio levou um grupo de pessoas constituídos por policiais, voluntários e jornalistas a fazerem uma busca anual na floresta em busca de desaparecidos.
As autoridades também passaram a colocar várias placas e cartazes na floresta, escritas em japonês e em Inglês, pedindo para que as pessoas que tenham ido até ali para cometer suicídio, procure ajuda e não tire sua própria vida. Também existe um projeto de realização de palestras de alerta em escolas e empresas.
Floresta de Aokigahara
Além do governo, algumas empresas têm criado projetos para tentar conter os suicidas. Um exemplo seria a instalação de lâmpadas azuis em algumas plataformas de estações de trem da Companhia Ferroviária Keihin Electric Express. Segundo a empresa, a cor teria o poder de “acalmar” as pessoas.
E por incrível que pareça a estratégia vem dando certo, pois desde que as lâmpadas foram trocadas, não ocorreram mais suicídios naquelas plataformas. Outras companhias ferroviárias estão seguindo o exemplo e também começaram a instalar as lâmpadas azuis para realizar um período de experiência.

Japão e sua cultura suicida

Apesar de muita coisa estar sendo feita para conter o alarmante número de suicídios Porém, o problema é de difícil solução, pois o suicídio é visto como uma opção honrosa pela sociedade japonesa em geral, principalmente nos casos de homens que não conseguem mais garantir o sustento da família e daqueles acusados de corrupção.
Como sabemos, a associação do Japão com o suicídio é historicamente muito antiga. Os samurais tinham a tradição de se matar em nome da honra em um ritual chamado de Sepukku. Tinha ainda os Kamikases, que participavam de operações suicidas durante a Segunda Guerra Mundial. E o pior é que tanto o budismo e o xintoísmo, as duas religiões mais comuns no Japão, são neutras nesse assunto.
Infelizmente, os casos de suicídios no Japão continuam, inclusive com crianças e adolescentes que sofrem ijime, por jovens em épocas de vestibular ou contratação de empregos ou em adultos que estejam desempregados. Assista abaixo a um documentário muito interessante sobre a Floresta de Aokigahara.

Documentário sobre a Floresta Aokigahara